Inovação aberta para Associações, Federações e Sindicatos

Se você já fez alguma pesquisa pelo termo “inovação”, provavelmente já esbarrou em outro termo muito discutido nos últimos tempos, trata-se de “inovação aberta”. Mas você sabe o que este termo significa, qual a sua origem e, porque ele tem estado tão em voga ultimamente? Esse é o assunto deste[...]

Se você já fez alguma pesquisa pelo termo “inovação”, provavelmente já esbarrou em outro termo muito discutido nos últimos tempos, trata-se de “inovação aberta”. Mas você sabe o que este termo significa, qual a sua origem e, porque ele tem estado tão em voga ultimamente? Esse é o assunto deste artigo, então continue a leitura para conhecer mais sobre o assunto e veja como levar a Inovação aberta para Associações, Federações e Sindicatos.  Tudo começou com o criador deste termo, o professor Henry Chesbrough, que após anos dedicados a gestão de empresas de inovação no Vale do Silício, nos EUA, decidiu migrar para uma carreira acadêmica culminando em um doutorado pela Universidade de Berkeley, na Califórnia. Foi durante sua trajetória como executivo de grandes companhias que ele pode observar um fenômeno que se repetia em muitas empresas de inovação, as quais ele teve contato. O que elas tinham em comum era o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, baseado na colaboração com outras organizações, sendo elas ou não no mesmo setor. Este modelo de fazer inovação, que rompia com as barreiras físicas, foi então chamado por ele de Paradigma da Inovação Aberta, sugerindo um contra-ponto à forma tradicional que era a de inovação fechada.  Na imagem a seguir podemos comparar estes dois formatos de inovação, que foi publicado em seu livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology (Inovacao Aberta: Como Criar E Lucrar com Tecnologia). A seguir, explicaremos melhor como funciona cada um desses modelos.

Inovação Fechada

Este é o modelo tradicional e ainda o mais utilizado por empresas e Instituições que buscam pela inovação. Neste modelo o conceito é: a Instituição irá gerenciar e controlar todas as etapas do processo de inovação, partindo da criação, passando pelo desenvolvimento, até chegar ao produto ou serviço que será disponibilizado no mercado. Isso significa que a organização é quem tem o controle de tudo, podendo assim manter um padrão de qualidade, por exemplo. Porém, alguns dos pontos negativos deste formato de fazer inovação é que a organização gasta muito mais tempo e dinheiro no processo, correndo o risco de não entregar a tempo o produto ou serviço que iria suprir a necessidade do mercado.

Inovação aberta

Se no modelo anterior a instituição é quem detém todo o controle, aqui temos uma maneira mais atual e alinhada aos novos jeitos de fazer inovação. A ideia é compartilhar, isto é, buscar no ambiente externo ao da organização, parceiros, metodologias e ferramentas, gerando uma grande colaboração entre os envolvidos, para inovar, seja em processos, produtos ou serviços.  Neste formado, a ideia central é criar uma rede onde todos contribuam para a melhoria e ao final compartilhem dos resultados. Em contrapartida, neste caso a Instituição fica dependente de recursos e de capacidades de terceiros, deixando assim de ter o controle. Alguns exemplos de empresas que usam do método de inovação aberta são: Apple, Bayer e Intel. Vale citar também, empresas que já possuem programas estruturados e em funcionamento, como o Connect & Develop, da Unilever e da P&G. Nele, pesquisadores do mundo todo podem contribuir para o desenvolvimento de novos produtos, que atendam as necessidades do mercado.  Este é um bom exemplo para inspirar a Inovação aberta em Associações, Federações e Sindicatos. E para isso não é necessário criar um programa específico para o desenvolvimento de novas soluções, uma sugestão é começar com a inovação aberta entre os associados e membros das Instituições. Outra ideia é organizar palestras ou workshops entre as Instituições, para compartilhar soluções que possam servir umas para as outras.  Contudo, a partir dessa nova visão de inovação é possível transformar Associações, Federações e Sindicatos, bem como o ambiente em que estão inseridas, além de oportunizando uma maior participação de seus associados em decisões que estão diretamente ligadas a eles.  E aí, pronto para adotar essa metodologia em sua Instituição? Para te ajudar, convidamos o Antonio Silva, diretor de tecnologia da Qualyteam, para contar um pouco mais sobre a aplicação da Inovação Aberta em sua Instituição. Confira!

Conta pra gente nos comentários se a sua Instituição já busca inovar e quais os métodos utilizados. 

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