3 cases de sucesso para fomentar a reinvenção das Instituições

O verbo transitivo direto “reinventar” refere-se ao ato de recriar soluções para um problema antigo, a partir de uma nova roupagem. Nessa altura do campeonato, muito já se falou sobre o tema. O mundo todo experiencia uma crise sem precedentes, agravada pelo novo Coronavírus, e todos (sem exceção) precisam se[...]

3 cases de sucesso para fomentar a reinvenção das Instituições
O verbo transitivo direto “reinventar” refere-se ao ato de recriar soluções para um problema antigo, a partir de uma nova roupagem. Nessa altura do campeonato, muito já se falou sobre o tema. O mundo todo experiencia uma crise sem precedentes, agravada pelo novo Coronavírus, e todos (sem exceção) precisam se reinventar. De uma forma ou de outra, nossas publicações acabam sempre esbarrando no assunto. Isso se dá por conta da contemporaneidade e pertinência do tema. Recomendo que, após a leitura desse artigo, reserve um tempo para conferir algumas das outras postagens. Visto que o assunto é amplo e se desdobra em vários tópicos, quem sabe algo que passou batido aqui seja mencionado em outro texto.   Veja também: É hora de rever as metas de 2020 nas Instituições   Para esse instante, resolvemos trazer alguns cases de sucesso para que você se sinta inspirado. São pequenos relatos, experiências vividas por grandes empresas e que, por sua vez, envolvem um extenso processo de reinvenção. Apesar de nos referimos, aqui, a empresas cuja fundamentação é a obtenção de lucro, o recado é também válido para Sindicatos, Associações e Federações que buscam referências externas ao setor. A prática é bastante válida e as capacidades de adequação inúmeras. Bora lá?   Veja também: Para se espelhar | 3 ótimos exemplos de solidariedade surgidos durante a crise  

Netflix

Uma das maiores provedoras de filmes e séries de televisão via streaming tem um passado que muitos não imaginam. A empresa era antes um serviço de locação on-line de filmes, um site de vendas e aluguel de DVD’s. O usuário selecionava um título que lhe chamasse a atenção e, então, alugava e/ou comprava o DVD, que chegava na sua casa via – vejam só – correio. Pois é, a empresa foi fundada em agosto de 1997 e desde lá teve que se adaptar diversas vezes para se manter expressiva no mercado. Em janeiro de 2007, quase dez anos após a sua fundação, Reed Hastings (Diretor executivo da Netflix) anunciou o serviço de streaming como bem o conhecemos hoje. O modelo foi inspirado em um mesmo tipo de serviço oferecido pela Amazon, o Prime Video, que conta também com um enorme catálogo de filmes e séries disponibilizadas de forma on-line. O sucesso da empresa está intimamente ligado a sua capacidade de se reinventar. A Netflix é um exemplo de negócio que abraça novas oportunidades e não tem medo de arriscar. Preocupados com o presente, mas sempre mirando o futuro.  

Lego

Não é segredo para ninguém que os anos 2000 foram marcados pela crescente tecnológica no mundo do entretenimento. Brinquedos eletrônicos e com estímulos audiovisuais ganharam destaque, desbancando alguns líderes de venda na época. Há 15 anos, então, quem sofria com essa virada de jogo era a empresa Sueca The Lego Group, conhecida mundialmente pela fabricação de brinquedos da marca Lego – os famosos blocos de construção. Quando assumiu o cargo de CEO da The Lego Group em outubro de 2004, Jørgen Vig Knudstorp, fez questão de mudar algumas “coisinhas”. Ele solicitou uma revisão de custos e propôs um novo planejamento financeiro para a empresa. Jørgen também investiu em pesquisas que tornassem mais claros os hábitos do consumidor. Os serviços/produtos ofertados pela empresa atendem às necessidades do seu público-alvo? Por fim, o empresário dinamarquês trabalhou em cima do posicionamento e imagem da marca. A fim de expandir o número de vendas, os brinquedos deveriam ser vistos como recurso educacional. E essa reinvenção os levou longe. Não é a toa que a The Lego Group é conhecida como “a Apple dos brinquedos” hoje em dia.   Veja também: O que é identidade visual e por que é importante que a sua Instituição mantenha uma?  

BIC

Fundada em 1945, a empresa de origem francesa possuía um único propósito na época: confeccionar peças para canetas-tinteiro e lapiseiras. Com o surgimento das canetas esferográficas em 1950, porém, o negócio foi obrigado a se reinventar. Não satisfeitos em investir em um novo instrumento de escrita, a BIC expandiu seu leque de produtos a fim de abraçar novos perfis de consumidores. Além dos artigos de papelaria, são também comercializados isqueiros, lâminas de barbear, pilhas, baterias e produtos náuticos – como veleiros e caiaques. Trata-se do famoso “diversificar para sobreviver”, uma estratégia visivelmente “simples”, mas capaz de driblar a crise e aumentar a receita da organização. Hoje a BIC tem o Brasil como o segundo maior mercado da empresa, em termos de volume de venda e faturamento e seus produtos são conhecidos, principalmente, por sua qualidade e preço baixo.  
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