O secretário/diretor executivo é o profissional de mais alto nível administrativo em sindicatos, associações e federações, responsável por transformar decisões estratégicas da diretoria voluntária em ações práticas. Este artigo detalha as 5 principais responsabilidades do cargo, o caminho de formação e desenvolvimento profissional, e as tendências que moldarão a função em 2026.
Resumo Executivo (TL;DR)
5 responsabilidades essenciais atribuídas ao secretário/diretor executivo:
Gestão operacional (coordenar operações diárias e implementar decisões da diretoria).
Articulação institucional (mediar interesses diversos e construir parcerias estratégicas).
Gestão financeira (elaborar orçamentos, controlar fluxo de caixa e prestar contas).
Gestão de pessoas (recrutar, desenvolver talentos e manter o clima organizacional).
Marketing e comunicação (planejar ações de engajamento e organizar eventos institucionais).
Se você trabalha em um sindicato, associação ou federação, já deve ter se perguntado: afinal, o que realmente faz um secretário ou diretor executivo?
Embora o cargo seja fundamental para o funcionamento dessas instituições, suas responsabilidades vão muito além do que muitos imaginam.
Neste guia, você vai descobrir as funções essenciais desse profissional, as competências necessárias para se destacar no cargo e insights práticos de quem atua no mercado.
Compartilhamos também a experiência de Fernando Assanti, outrora diretor executivo da ACIBALC (Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú), que revelou os bastidores da profissão em uma conversa exclusiva.
O que é e o que faz um Secretário/Diretor Executivo?
O secretário executivo ou diretor executivo é o profissional de mais alto nível administrativo em sindicatos, associações e federações.
Diferente de um assistente administrativo, que executa tarefas rotineiras, esse profissional atua como braço direito da diretoria, traduzindo estratégias em ações práticas.
Sua missão principal é fazer a instituição funcionar como uma empresa profissional, mesmo sendo uma organização sem fins lucrativos.
Isso significa gerenciar pessoas, controlar finanças, planejar ações de marketing e garantir que todas as decisões da diretoria voluntária se transformem em resultados concretos.
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Qual a diferença entre Secretário Executivo e Auxiliar Administrativo?
Enquanto o auxiliar administrativo foca em tarefas operacionais, o secretário executivo assume responsabilidades estratégicas e de gestão. Ele participa de decisões importantes, lidera equipes e atua como elo entre a diretoria voluntária e a equipe operacional.
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Quais as principais responsabilidades de um Diretor Executivo?
O dia a dia de um diretor executivo é marcado por múltiplas frentes de atuação. A seguir, detalhamos as cinco principais áreas de responsabilidade que definem o sucesso neste cargo.
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1. Gestão operacional
O diretor executivo coordena as operações diárias da instituição.
Uma de suas principais responsabilidades é implementar as decisões da diretoria, transformando deliberações dos conselhos e assembleias em ações práticas e mensuráveis.
O acompanhamento de cronogramas também é crítico. Projetos, eventos e entregas precisam acontecer nos prazos estabelecidos, e qualquer atraso pode comprometer a credibilidade da instituição perante seus associados.
🎯 Não basta que boas ideias sejam aprovadas — é preciso que alguém assuma a execução, e esse alguém é o diretor executivo.
2. Articulação institucional
A capacidade de articulação é, sem dúvida, uma das competências mais valorizadas neste cargo.
Em uma instituição associativa, convivem pessoas de perfis completamente diferentes: empresários de pequeno, médio e grande porte, profissionais liberais, representantes de diversos segmentos econômicos, cada qual com suas expectativas e prioridades.
Cabe ao diretor executivo mediar esses interesses, muitas vezes divergentes, encontrando pontos de convergência e construindo consensos que beneficiem o coletivo.
A construção de parcerias estratégicas também faz parte do escopo: estabelecer relacionamentos duradouros com outras entidades, empresas e órgãos públicos pode abrir portas para novos projetos e, de quebra, fortalecer a relevância da instituição.
3. Gestão financeira
Sem recursos adequados, nenhuma instituição consegue cumprir sua missão de forma consistente.
O diretor executivo assume aqui um papel central: elaborar e executar orçamentos anuais, planejando receitas e despesas com base em projeções realistas e considerando as prioridades estratégicas definidas pela diretoria.
Além da gestão operacional dos recursos, há também a dimensão da transparência. Apresentar relatórios financeiros claros e detalhados à diretoria e aos associados não é apenas uma boa prática — é obrigação.
A prestação de contas fortalece a confiança, demonstra profissionalismo e permite que todos compreendam como os recursos estão sendo aplicados em benefício da causa comum.
4. Gestão de pessoas
O diretor executivo lidera tanto a equipe contratada quanto coordena o trabalho dos voluntários que compõem a diretoria (e essa dupla responsabilidade exige sensibilidade e habilidades distintas).
Começando pelo recrutamento e seleção de colaboradores, é fundamental montar uma equipe qualificada, alinhada com os valores da instituição e capaz de executar as estratégias definidas.
Mas contratar bem é apenas o primeiro passo. Desenvolver talentos, investindo em capacitação e criando oportunidades de crescimento profissional, mantém a equipe motivada e preparada para enfrentar novos desafios.
🎯 Criar um ambiente onde as pessoas queiram estar, onde possam contribuir com suas ideias e sintam que seu trabalho faz diferença, é uma das maiores responsabilidades de quem está à frente da gestão de pessoas.
5. Marketing e comunicação
Uma comunicação bem planejada, consistente e transparente constrói confiança e credibilidade.
Por isso, cabe também ao diretor executivo o dever de planejar ações estratégicas para atração de novos membros e, principalmente, para a retenção dos atuais.
Isso envolve cuidar da imagem e reputação da entidade em todos os pontos de contato: site, redes sociais, imprensa, eventos e até mesmo nas conversas informais que os associados têm sobre a instituição.
A organização de eventos é outra faceta importante desse trabalho.
Assembleias, congressos, feiras, workshops e encontros são oportunidades valiosas de aproximação com os associados, geração de networking e demonstração de valor.
Cada evento precisa ser pensado estrategicamente: qual o objetivo, quem é o público, qual a experiência que queremos proporcionar?
Quais as competências essenciais para o cargo?
Para se destacar neste cargo, é fundamental dominar tanto competências técnicas quanto comportamentais. A seguir, exploramos as habilidades indispensáveis para um diretor executivo de sucesso.
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Hard Skills (Competências técnicas)
As competências técnicas são o alicerce sobre o qual se constrói a atuação profissional. Elas determinam sua capacidade de executar tarefas, tomar decisões baseadas em dados e utilizar as ferramentas certas para maximizar resultados.
1. Gestão administrativa
O domínio de ferramentas de gestão e softwares especializados é indispensável no contexto atual.
Desde planilhas avançadas até sistemas integrados de gestão para entidades, o diretor executivo precisa saber utilizar a tecnologia a seu favor para otimizar processos e ganhar produtividade.
2. Gestão financeira
Saber ler e interpretar balanços e demonstrativos financeiros não é privilégio apenas de contadores.
O diretor executivo precisa entender a saúde financeira da instituição, identificar tendências, antecipar problemas e tomar decisões baseadas em dados concretos.
3. Gestão de projetos
Metodologias como PMI (Project Management Institute) ou Agile podem parecer distantes da realidade de sindicatos e associações, mas na prática fazem toda a diferença.
A capacidade de planejar projetos com clareza, definindo objetivos, etapas, responsáveis e prazos, aumenta significativamente as chances de sucesso.
4. Tecnologia
A familiaridade com plataformas de gestão específicas para entidades, como o HiGestor, facilita enormemente o dia a dia.
🎯 Ferramentas assim concentram, num só lugar, o cadastro de associados, controle financeiro, gestão de eventos e comunicação, economizando tempo e reduzindo erros.
Soft Skills (Competências comportamentais)
Essas habilidades definem como você se relaciona com pessoas, lida com pressões, resolve conflitos e inspira equipes.
1. Capacidade de articulação
A capacidade de articular interesses, muitas vezes, divergentes, vai muito além de simplesmente “saber conversar”. Envolve comunicação clara e empática com públicos completamente distintos — desde um pequeno empresário até o CEO de uma grande corporação.
🎯 Saber mediar essas situações, encontrando soluções que satisfaçam ao máximo as partes envolvidas, é uma arte que se desenvolve com prática e maturidade.
2. Organização
A rotina de um diretor executivo é marcada por interrupções constantes, urgências que surgem do nada e múltiplas frentes de trabalho abertas ao mesmo tempo.
A gestão eficiente do tempo se torna, portanto, uma questão de sobrevivência profissional.
Saber priorizar tarefas críticas, identificando o que é urgente e importante versus o que pode esperar, evita que o profissional seja refém do imediatismo.
Outras competências fundamentais incluem:
• Proatividade: permite antecipar problemas e propor soluções antes que pequenas questões se transformem em crises.
• Visão estratégica: eleva o olhar para além do operacional imediato.
• Inteligência emocional: fundamental para lidar com pressões, frustrações, cobranças e manter o equilíbrio emocional mesmo em momentos turbulentos.
• Liderança inspiradora: trata-se de motivar equipes e voluntários, ajudando cada pessoa a encontrar sentido e propósito no trabalho coletivo.
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Perfil profissional: Fernando Assanti (ACIBALC)
Para entender melhor a realidade do cargo, conversamos com Fernando Assanti, outrora diretor executivo da ACIBALC — a Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú.
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Trajetória profissional
Formado em jornalismo pela UNIVALI, Fernando sempre teve conexão com o empreendedorismo.
Após se formar, tornou-se sócio-proprietário do Jornal Linha Popular e se associou à ACIBALC como empresário.
Sua relação com a instituição evoluiu naturalmente.
| “Acompanhei a rotina da Associação primeiro como associado”, conta.
Foi convidado por Ciça Müller, então presidente, para integrar a diretoria de comunicação e, com o tempo, assumiu a direção executiva.
Estrutura de uma instituição associativa
Fernando explica que instituições como a ACIBALC são formadas por empresários voluntários.
Além do presidente, há diversos vice-presidentes que se dedicam voluntariamente para estimular o desenvolvimento empresarial da região.
| “Esses vice-presidentes se reúnem periodicamente para propor soluções e ideias para o desenvolvimento da classe empresarial local”, detalha.
O papel da equipe executiva
É aí que entra o trabalho do diretor executivo e sua equipe: transformar essas ideias em realidade.
| “O papel dessa direção executiva é justamente fazer com que a Entidade funcione como uma empresa”, explica Fernando.
| “Apesar de representar uma instituição sem fins lucrativos, a Associação precisa se atentar a questões como gestão financeira, gestão de pessoas e investimento em campanhas de marketing.”
Principais desafios
Quando questionado sobre os maiores desafios da função, Fernando é direto:
- Conciliar múltiplas expectativas. O desafio está em conciliar todas as boas vontades e intenções de pessoas com perfis e objetivos diferentes.
- Gestão do tempo. Com demandas vindas de todos os lados, a gestão do tempo se torna crítica.
- Profissionalização sem perder a essência. Equilibrar a gestão profissional com o espírito voluntário e colaborativo que caracteriza as instituições associativas.
Quais os desafios comuns do Secretário executivo?
Apesar de ser uma função estratégica e gratificante, a direção executiva apresenta desafios significativos. Vamos explorar os quatro principais obstáculos e como superá-los.
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1. Gestão de múltiplas demandas
A pressão é constante e a tentação de se deixar levar pelo que é urgente, negligenciando o que é importante mas não imediato, é real.
A solução passa por implementar metodologias sólidas de gestão do tempo.
Ferramentas de organização como Trello, Asana ou Monday ajudam a visualizar todas as tarefas e projetos em andamento. Mas mais importante que a ferramenta é o método.
Estabelecer processos claros de priorização, bloqueios de tempo na agenda para trabalho focado e a disciplina de revisar diariamente o que realmente precisa da sua atenção pessoal versus o que pode ser delegado.
2. Voluntários x Profissionais contratados
É preciso respeitar profundamente o tempo e as contribuições de cada voluntário. Afinal, eles estão ali por convicção, não por obrigação.
Ao mesmo tempo, a instituição tem metas a cumprir e não pode ficar paralisada esperando pela disponibilidade de alguém.
Estabelecer expectativas claras desde o início, criar canais de comunicação eficientes que respeitem o tempo de todos e valorizar publicamente as contribuições dos voluntários são práticas que ajudam a manter o engajamento e a produtividade de ambos os grupos.
3. Sustentabilidade financeira
A realidade financeira de muitas instituições é desafiadora.
A inadimplência de mensalidades corrói a base de receitas, custos de manutenção crescem ano após ano, e as possibilidades de aumentar receitas são limitadas.
Não se pode simplesmente aumentar o valor das mensalidades sem risco de perder associados. Não se pode cortar custos indefinidamente sem comprometer a qualidade dos serviços.
O caminho está em diversificar fontes de receita. Eventos pagos, cursos, parcerias comerciais, convênios com empresas, espaços de coworking — há diversas possibilidades criativas de gerar receitas complementares.
4. Adaptação tecnológica
Organizações com décadas de história muitas vezes carregam também décadas de processos manuais, arquivos físicos volumosos e resistência à mudança.
“Sempre fizemos assim”, eles dizem.
Mas sabemos o quanto as coisas evoluíram. Hoje a tecnologia é atributo indispensável a qualquer instituição, melhorando significativamente a experiência dos associados, aumentando a eficiência da equipe e ampliando o alcance das ações.
De toda forma, a implementação precisa ser gradual.
Opte por ferramentas de gestão específicas para entidades, uma vez que já consideram as particularidades desse mercado. Capacite a equipe e mostre, na prática, como a tecnologia facilita o trabalho deles.
🎯 Ao demonstrar os resultados concretos da digitalização, você naturalmente vence a resistência.
Mercado de trabalho e remuneração
Nos últimos anos, a demanda por secretários e diretores executivos qualificados cresceu significativamente. Vamos explorar esse cenário em detalhes.
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Panorama do mercado
O mercado para secretários e diretores executivos em instituições está em crescimento, especialmente porque:
- Profissionalização das entidades. Sindicatos, associações e federações estão investindo em gestão profissional
- Complexidade regulatória. Exigências legais e tributárias demandam profissionais qualificados
- Transformação digital. A tecnologia criou novas oportunidades e desafios.

Qual a faixa salarial do secretariado executivo?
Apesar da remuneração variar conforme porte, região do país, experiência profissional e nível de responsabilidade, as estimativas* para 2026 são:
- Secretário Executivo Júnior: R$3.500 a R$5.000
- Secretário Executivo Pleno: R$5.000 a R$7.000
- Secretário Executivo Sênior: R$7.000 a R$10.000
- Diretor Executivo: R$10.000 a R$25.000
*Valores baseados em dados oficiais do CAGED e pesquisas do Portal Salário, Glassdoor e levantamentos setoriais. Em instituições de pequeno porte, os valores tendem ao limite inferior. Em grandes federações nacionais ou associações empresariais de grande porte, os valores podem ultrapassar significativamente o limite superior indicado.
Áreas de atuação
Além de sindicatos, associações e federações, o profissional pode atuar em:
- Conselhos profissionais
- ONGs e organizações do terceiro setor
- Cooperativas
- Entidades de classe
- Institutos e fundações
Como se tornar um Secretário/Diretor Executivo de sucesso?
Chegar ao cargo de diretor não acontece por acaso — é resultado de uma combinação estratégica de ações. Descubra os caminhos possíveis e acelere sua trajetória profissional!
1. Formação acadêmica
O caminho mais direto é a graduação em Secretariado Executivo, um curso criado especificamente para formar profissionais com as competências necessárias para este tipo de função.
No entanto, a realidade do mercado mostra que profissionais de outras áreas também ocupam esses cargos com grande sucesso.
Administração, Gestão de Recursos Humanos, Comunicação Social e Relações Públicas são graduações que fornecem uma base sólida e complementar ao trabalho de gestão institucional.
2. Certificações e cursos complementares
Além da formação formal, cursos técnicos e certificações específicas agregam valor significativo ao currículo e à capacidade profissional.
Conhecimentos em gestão financeira para entidades, por exemplo, são essenciais mas raramente cobertos com profundidade nas graduações tradicionais.
🎯 Entender as especificidades da legislação trabalhista e sindical evita problemas jurídicos e garante que a instituição opere dentro da legalidade.
3. Desenvolvimento de carreira
O caminho tradicional geralmente começa em posições operacionais. Muitos profissionais iniciam como assistente administrativo ou auxiliar, executando tarefas mais rotineiras e aprendendo na prática como a instituição funciona.
Com experiência e desenvolvimento de competências, evoluem para analista ou coordenador, assumindo responsabilidades mais estratégicas e liderando pequenas equipes ou projetos específicos.
Dessa posição, o passo seguinte é a função de secretário executivo, já atuando diretamente com a alta diretoria e coordenando processos institucionais mais amplos.
Finalmente chega-se ao mais alto cargo administrativo da instituição, o de Diretor Executivo.
🎯 Esse caminho pode ser acelerado por profissionais que desenvolvem determinadas competências de forma deliberada. Buscar ativamente projetos desafiadores, mesmo que estejam fora da sua zona de conforto, acelera o aprendizado e demonstra iniciativa.
4. Experiência prática
Para quem está começando e não tem experiência anterior, existem caminhos alternativos:
- Trabalhar voluntariamente em pequenas associações de bairro, comunitárias ou temáticas permite conhecer a dinâmica institucional sem a pressão de um cargo formal.
- Participar de comissões e grupos de trabalho dentro de entidades oferece visibilidade e a chance de demonstrar competência.
- Assumir projetos específicos antes de ocupar cargos permanentes é uma excelente forma de construir portfólio e credibilidade.
- Fazer estágios em entidades de médio e grande porte proporciona exposição a práticas mais profissionalizadas e serve como porta de entrada para futuras contratações.
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Tendências para 2026 e além
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1. Transformação digital acelerada
O uso de inteligência artificial para atendimento, embora ainda incipiente em muitas instituições, tende a se popularizar rapidamente.
Chatbots, assistentes virtuais e outros sistemas de auxílio à navegação são a promessa de um futuro não muito distante.
2. Gestão baseada em dados
Sem mais “achismos”.
Quanto custou aquele evento? Quantos novos associados ele trouxe? Qual foi o nível de satisfação? Essas perguntas precisam de respostas baseadas em números, não em impressões subjetivas.
3. Experiência do associado
O conceito de experiência do cliente, migrou para o universo associativo.
Agora, o processo de onboarding faz toda a diferença. Jornadas personalizadas criam uma sensação de atendimento individualizado mesmo em instituições com milhares de membros.
🎯 Associados não são apenas números, são pessoas com expectativas, necessidades e histórias.
4. Governança acentuada
Quanto à cultura organizacional, ganham ainda mais força os conceitos de compliance e ética.
Nesse sentido, processos claros, controles internos robustos e uma cultura de integridade protegem o nome da instituição e, naturalmente, seus gestores.
5. Trabalho híbrido e flexível
O trabalho híbrido veio para ficar, e isso impacta diretamente as instituições.
Equipes distribuídas geograficamente trazem vantagens mas também desafios de coordenação e cultura.
Eventos híbridos ampliam o alcance mas exigem planejamento mais sofisticado. Afinal, não basta apenas transmitir o evento online — é preciso pensar em duas experiências distintas e garantir qualidade para ambas.

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Perguntas Frequentes (FAQ)
Em muitas instituições, os termos são usados como sinônimos. A diferença, quando existe, está no nível hierárquico: o diretor executivo geralmente tem mais autonomia de decisão e pode liderar outros secretários ou coordenadores. Já o secretário executivo pode ter foco mais operacional, mas ainda com responsabilidades estratégicas.
Não necessariamente. Embora o curso de Secretariado Executivo seja ideal, profissionais de Administração, Comunicação, RH e áreas afins também atuam no cargo. O importante é desenvolver as competências técnicas e comportamentais necessárias.
A faixa salarial varia entre R$10.000 e R$25.000, dependendo do porte da instituição, região e experiência do profissional. Em grandes federações ou sindicatos nacionais, a remuneração pode ser ainda maior.
Depende da instituição. Algumas já adotaram o modelo híbrido ou remoto, especialmente após a pandemia. No entanto, o cargo geralmente exige presença física para reuniões, eventos e articulação com stakeholders.
A carga horária formal costuma ser de 40 horas semanais, mas a realidade é que diretores executivos frequentemente trabalham além disso, especialmente em períodos de eventos, assembleias ou crises institucionais.
Os principais desafios incluem: gestão de múltiplas demandas simultâneas, articulação entre diferentes interesses, sustentabilidade financeira da instituição e equilíbrio entre profissionalização e gestão de voluntários.
Para se destacar: invista em formação contínua, desenvolva habilidades de articulação e negociação, domine ferramentas tecnológicas de gestão, construa networking no setor, busque resultados mensuráveis em suas ações, mantenha-se atualizado sobre tendências.
Sim! Com a crescente profissionalização das entidades e a complexidade regulatória, a demanda por profissionais qualificados está em alta. Instituições buscam gestores que combinem visão estratégica com execução prática.
Sim, desde que tenha as competências necessárias. Embora a experiência conte muito, profissionais jovens que demonstram maturidade, visão estratégica e capacidade de liderança podem assumir o cargo, especialmente em instituições menores ou em início de carreira.
Algumas estratégias: desenvolva inteligência emocional, estabeleça limites saudáveis entre vida pessoal e profissional, delegue tarefas sempre que possível, mantenha comunicação transparente com a diretoria, busque apoio de mentores ou grupos de pares, pratique autocuidado e gestão do estresse.
Glossário com termos de Gestão de Cobranças
Secretário/Diretor Executivo: Profissional de mais alto nível administrativo que transforma decisões estratégicas em ações práticas, gerenciando operações, pessoas, finanças e comunicação institucional.
Diretoria Voluntária: Empresários ou profissionais eleitos que dedicam tempo gratuitamente para dirigir a instituição e definir políticas estratégicas.
Hard Skills: Competências técnicas: gestão administrativa, financeira, projetos e tecnologia.
Soft Skills: Competências comportamentais: articulação, organização, liderança e visão estratégica.
Articulação Institucional: Habilidade de mediar interesses divergentes e construir consensos entre diferentes grupos.
Stakeholders: Todas as partes interessadas: associados, diretoria, equipe, parceiros e comunidade.
CAGED: Base de dados oficial do MTE sobre mercado de trabalho, admissões e salários.
Compliance: Conjunto de práticas para garantir operação ética e conforme às leis.
Transformação Digital: Processo de digitalização de serviços e automação de processos institucionais.
Conclusão
O secretário ou diretor executivo de uma instituição é muito mais do que um profissional administrativo — é um líder estratégico, articulador, gestor e implementador de sonhos coletivos.
É quem transforma as ideias e deliberações da diretoria voluntária em ações concretas que impactam a vida de centenas ou milhares de associados.
Como vimos no exemplo de Fernando Assanti e da ACIBALC, o sucesso nessa função depende de uma combinação única de competências técnicas e comportamentais: desde gestão financeira e de pessoas até capacidade de articulação e organização exemplar.
As tendências para 2026 apontam para uma profissionalização ainda maior das instituições, com forte investimento em tecnologia, dados e experiência do associado.
Ao que vimos, profissionais que se prepararem para esse futuro, dominando as ferramentas certas, desenvolvendo boa visão estratégica e mantendo-se em constante aprendizado, terão amplas oportunidades de crescimento.
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